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#1 – Vida de Graduando – Enfrentando Cálculo 1

Um calouro entrando na vida universitária…

É engraçado, não faz tanto tempo assim que fui calouro, entrei no curso de Matemática na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2014.2, eu não entrei no tempo que consideram uma idade “normal”, tinha 19 anos. Uma das coisas que me vieram à mente ao encarar os primeiros dias de aulas tirando trotes acadêmicos foi a matéria clássica que é temida por todos, uma matéria no meu fluxograma chamado Cálculo 1. O que me vinha à princípio é “Por que Cálculo 1 é tão difícil como dizem?”, questões que seriam respondidas ao decorrer do período e as respostas foram confirmando-se cada vez mais que eu encarava meus calouros semestre por semestre.

Primeiro impacto que todo calouro tem é a diferença dos professores universitários aos do ensino médio. Um professor universitário costuma ser uma pessoa com Doutorado, está envolvido com Pesquisa Acadêmica na instituição e está comprometido com vários projetos que vão além de dar aula à graduação. Ele está lá para cumprir uma ementa da matéria, tem suas listas de exercícios e precisa aplicar provas, ou seja, em nenhum momento há nele uma cláusula onde ele deve tirar todas suas dúvidas da matéria. Daí que vem muitos estudantes de exatas acabam considerando o professor um verdadeiro cuzão. 

Se vira, moleque!

Enquanto o ritmo do ensino médio costuma ser “Vem cá que eu te mostro o passo a passo”,  o universitário de fato é  “Se vire!”, ou seja, no ensino médio o professor passa trabalhos para casa e toda essa lenga-lenga que faz o aluno ter de fazer as coisas por uma obrigação dada pelo professor e no universitário o professor lança listas de exercícios, não espera que você faça, muito menos que você ligue, afinal, a obrigação é totalmente sua.

Então vem aulas, a professora já introduz sobre Limite acho que começo a entender a matéria e assim já vem a parte onde temos que fazer exercícios. E… opa, o que é isso!?

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Não sei resolver quase nada! FODEU DE VEZ!

Sim, vieram as dúvidas e nelas eu percebi uma coisa importante: minha base matemática não era tão boa assim. E esse problema que muitos enfrentam ao entrar na universidade, portanto vem uma questão:

“Como você vai entender o professor, se você não entende os pré-requisitos para aprender a matéria?”

As minhas primeiras dúvidas eram pífias se for ver que eu passei num vestibular, era um problema que se resolvia por racionalização, logo após problemas que precisava saber propriedades trigonométricas e depois divisão de polinômios. E é epidêmico, em turmas de engenharia, economia, computação e estatística. Pessoas com mesmos tipos de dúvidas, mesmas dificuldades, mesmos impasses. E qual a solução achei? Ir à biblioteca e estudar.

Logo após rever minhas bases, só me restou encarar o livro do Guidorizzi, fazê-lo por completo, se não entendi a professora em aula, procurei vídeo-aulas no youtube e grupos de Facebook. E uma peça fundamental me fez aprender a ser universitário no primeiro período é:

Aprenda a ser independente!

 

 

 

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