ComoEstudar

Decoreba não é estudar, é adestramento!

É recorrente quando estudamos matemática termos a problemática de tentar simplificá-la por base de tabelas com fórmulas e propriedades a serem decoradas, como se isso fosse mais efetivo nas resolução de problemas ou na sua aprovação em exames. O problema é que quando estamos engajados no aprendizado de um assunto, decorar sobre ele não se caracterizará como aprendizado. Isto é, fixar informações de forma repetitiva e mecânica não nos faz aprender matemática, talvez você aprenderá a resolver certos problemas matemáticos, porém não saberá o porque conseguiu resolvê-los. E será nos porquês que falhará muito da nossa compreensão da matemática e ela vem do berço da nossa escolaridade.

Conta

Ao se deparar com essa conta, você já sabe a resposta, já sabe o que tem que fazer, o passo a passo. Mas é visível que muitos no mundo apenas sabem como fazer a conta e não o porque a fazem da forma que foram ensinados. Vamos lá, tudo começa no 8+6=14, mas como 14 não dá pra botar logo lá em baixo, você vai umaí entramos numa questão. Por que “vai um” ? Muitos não sabem. Muitos não pensam. Muitos não questionam. Desde o berço somos ensinados a aprender as coisas de forma passiva e submissa a regras e convenções, ensinar a aceitar é lei e simples . Este exemplo pode parecer estúpido, assim como o pedir emprestado é outra frase adestradora convencionado a ensinarmos a como fazer contas.

Este costume vai acumulando-se do fundamental I até o II, quanto mais profunda a matemática fica, mais inútil ela está aparentemente tornando-se, quanto mais abstrato   um assunto está, maior o esforço na criação de mais de técnicas de resolução de problemas de mais tabelas para se memorizar, de mais macetes. Ninguém tem autonomia, ninguém faz perguntas e ninguém foi ensinado a esforça-se para pensar, o decorar é o mais confortável. A educação crítica tornou-se a educação dos cachorros.

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A educação dos cachorros é o que chamamos da educação do adestrado, nela tudo é construído para você e você nada constrói. Tudo foi criado para você usar e a não criar nada para ser usado. Você sabe resolver vários tipos de problemas das enciclopédias de problemas que você sabe encontrar a solução, se o problema muda de estrutura, o seu mundo é abalado. Sua passividade faz aceitar qualquer besteira que o pareça viável, seja pela autoridade de uma figura pública ou professor, você não verifica a veracidade das coisas, ou o porquê elas são verídicas.

Por fim, desde cedo devíamos ter o estímulo a pensar sobre as coisas e raciocinar sobre as soluções delas. A natureza do problema não tem que ser necessariamente matemático, mas de qualquer natureza que faça o indivíduo a pensar, inovar e criar. A descoberta tem que vir de qualquer via que o faça ser um agente ativo, senão ficaremos todos nesta eterna escravidão da passividade e do trabalho mecânico.

E o que isso tudo tem a ver com autodidatismo? Tudo, afinal o autodidata tem que ser autônomo, ter a necessidade de fazer tais questionamentos e ter a energia de procurar as respostas. Ele é o agente do fenômeno, está ativo inteiramente no estudo de um assunto, não quer apenas os resultados, quer o processo de como chegou-se aos resultados.

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