ComoEstudar, Matematica e Cotidiano, MatematicaFundamental

A lógica e sua importância na humanidade

Um pouco de História:

A Enciclopédia Barsa  nos da a seguinte definição de lógica: “Ciência que estuda as leis do raciocínio e as condições de verdade em vários domínios do conhecimento”.

Aristóteles, na Grécia Antiga, foi um dos pioneiros do desenvolvimento da lógica, apresentando regras para que um raciocínio esteja encadeado corretamente, chegando a conclusões verdadeiras a partir de premissas verdadeiras. No século XIX, alguns matemáticos e filósofos – dentre eles George Boole (1815 – 1864), Augustus De Morgan (1806 – 1871), Gottlob Frege (1848 – 1925), Bertrand Russell (1872 – 1970) e Alfred North Whitehead (1861 – 1947) – começaram a usar a lógica para fundamentação da matematica. Perceberam que, para esse propósito, era necessário desenvolver uma simbologia própria para a linguagem lógica, para evitar os paradoxos e imprecisões provenientes da linguagem natural, começaram a desenvolver lógica simbólica, formada por uma linguagem estrita e universal, livre de contexto.

Entendemos por linguagem um conjunto de símbolos (geralmente visuais ou sonoros) que, dependendo da maneira como são dispostos em sequência, apresentam significados distintos. Por exemplo, um idioma pode ser visto como duas linguagens: uma em que os símbolos usados são sons (a linguagem falada) e outra em que os símbolos são visuais (a linguagem escrita). Foquemo-nos na língua escrita. Temos nela um conjunto de símbolos (as letras do alfabeto, os sinais de pontuação, os acentos gráficos, e até os espacos usados para separar as palavras) e algumas regras para juntar esses símbolos formando palavras, assim como algumas regras para juntar as palavras para formar frases. Nem todo agrupamento de letras forma uma palavra existente, assim como nem todo agrupamento de palavras forma uma frase bem estruturada.

Se alguém domina a língua escrita de um determinado idioma, é capaz de compreender quando um agrupamento de letras forma uma palavra, e quando um agrupamento de palavras forma uma frase gramaticalmente correta. Mas isso não será suficiente para qualquer forma de comunicação se não houver nessas frases outro fator essencial na linguagem: o significado. Quem domina um idioma não apenas reconhece as frases bem estruturadas, mas sabe transpor esse conjunto de sinais ao mundo real , concedendo as palavras uma interpretação nesse mundo, e permitindo que a linguagem seja utilizada para que cada um possa transmitir a outros sua própria percepção do universo. Percebemos, então, que toda linguagem é constituída de dois elementos. A sintaxe consiste no conjunto de símbolos usados e nas regras de formação de palavras e frases a partir desses símbolos. A semântica de uma linguagem é a forma como esses símbolos, palavras e frases adquirem um significado, uma interpretação em algum universo definido. Estabelecer uma linguagem adequada e bem estruturada é fundamental para resolvermos e entendermos problemas dos mais variados objetos de estudo. O filósofo Wittgeinstein acreditava que diversos problemas da filosofia só existiam devido a falhas na linguagem utilizada, e que, portanto, eles seriam resolvidos a medida que aperfeiçoássemos a linguagem. Foi partindo desse princípio que Wittgeinstein ajudou a desenvolver a lógica matemática, como uma linguagem rigorosa e livre de ambiguidades.

Paradoxos…

Exemplos clássicos de como uma linguagem imprecisa pode trazer problemas inerentes a ela são os paradoxos, que são armações que apresentam em si, contradições aparentemente insolúveis. Vejamos, por exemplo, os paradoxos de Zenão de Eleia (490 a.c – 430 a.c.), que a afirmava não haver movimento:

  1. A flecha que voa nunca sai do lugar, pois, em cada instante de tempo
    ocupa uma só posição no espaço. Logo, ela está imóvel em todo o
    tempo.
  2. O corredor Aquiles nunca alcança a tartaruga, quando postos a correr simultaneamente, com a tartaruga a frente. Pois, cada vez que Aquiles alcança a posição onde a tartaruga estava anteriormente, essa última, por sua vez, ja avança um pouco, de modo que nunca será possível alcançá-la.
  3. Entre dois pontos há infinitos pontos. Ninguém pode atravessar infinitos
    pontos. Logo, não há movimento.

As conclusões de Zenão contrariam o senso comum, que aponta para uma vitória esmagadora de Aquiles, é claro. Mas o que Zenão estava fazendo era demonstrar que o movimento dos objetos é um fenômeno irreal e contraditório, consistindo sempre em mera ilusão dos sentidos.

Os argumentos de Zenão eram, na época, difíceis de serem rebatidos, por mais absurda que fosse sua conclusão. Quando um argumento parece correto, e sua conclusão é claramente falsa, mesmo partindo de premissas corretas, temos um sofisma. E necessário rever nossa linguagem e processo de argumentação se quisermos eliminar esses erros de raciocínio. No caso dos paradoxos de Zenão, o sofisma é oriundo da dificuldade de conceituar a infinitude. Sendo o infinito um dos primeiros conceitos matemáticos totalmente abstratos, nota-se a necessidade de uma linguagem aperfeiçoada para tratar esses conceitos de maneira precisa.

A lógica surgiu basicamente com dois propósitos: o de “formalizar as leis do pensamento” (essa expressão foi utilizada por outro pioneiro da lógica: George Boole), que utilizamos constantemente para argumentar e chegar a conclusões corretas a partir de premissas dadas, e o de estabelecer uma linguagem mais apropriada para a matematica e a filosofia, para evitar as armadilhas dos paradoxos e dos sofismas.

Para alcançar esse propósito, a formação de “palavras” e “frases” na lógica deve seguir regras objetivas, para que possamos limitar a linguagem e ter controle sobre ela. Isto é, para que possamos estudar propriedades gerais sobre as sentenças lógicas, o que é muito difícil de se conseguir na linguagem natural. Dizemos, então, que a lógica possui uma sintaxe controlada, livre de contexto.

Mas por quê?

Por que precisamos criar uma linguagem nova para formalizar a matemática e outras formas de raciocínio? Ou, por outro lado, por que não poderíamos substituir a linguagem usada no dia-a-dia pela linguagem lógica, se essa é mais rigorosa?

Para responder a essas perguntas e entendermos melhor a diferenca entre a linguagem lógica e a linguagem natural, recorremos a um dos fundadores da lógica moderna. Gottlob Frege comparava a linguagem natural ao olho humano e a lógica ao microscópio, conforme a seguinte explanação:

“Creio que posso tornar mais clara a relação entre minha conceitografia e a linguagem comum comparando-a a que existe entre o microscópio e o olho humano. Este, pela extensão de sua aplicabilidade, pela agilidade com que e capaz de adaptar-se as diferentes circunstâncias, leva grande vantagem sobre o microscópio. Considerado como aparelho ótico, o olho exibe decerto muitas imperfeições que habitualmente permanecem despercebidas, em virtude da ligação íntima que tem com a vida mental. No entanto, tão logo os fins científicos imponham exigências rigorosas quanto a exatidão das discriminações, o olho revelar-se-a insuficiente. O microscópio, pelo contrário, conforma-se a esses fins de maneira mais perfeita, mas, precisamente por isso, é inutilizável para todos os demais.”

A extensão de visão do olho humano é bem maior que a do microscópio, mas esse não enxerga pequenos detalhes não visveis aos olhos humanos. A visão do microscópio e mais detalhada, porém mais limitada.

A lógica – justamente por possuir uma sintaxe controlada e livre de contexto – tem um poder expressivo muito inferior a linguagem natural. Ela é insuficiente para descrevermos sentimentos e outros pensamentos mais complexos, e por esse motivo não pode substituir a linguagem cotidiana.

Por outro lado, quando estudamos assuntos mais restritos, com menos complexidade, porem com maior exigência de rigor  – como é o caso da matemática – a lógica faz-se necessária.

A linguagem natural ganha em expressividade, e a lógica ganha em rigor. A linguagem natural e útil para a visão panorâmica, e a lógica é útil para a visão detalhada.

À medida que queremos aproximar a lógica da linguagem natural, ganhando um pouco da expressividade dela sem perder o rigor daquela, pagamos o preco da complicação. Da mesma forma como uma imagem digitalizada no computador tenta aproximar uma cena real através de pequeníssimos quadradinhos coloridos, e fica tão mais dispendiosa para a memória do computador quanto exigimos maior resolução, também a lógica torna-se substancialmente mais complicada a medida que tentamos aproximá-la da linguagem natural, mantendo o rigor de uma linguagem lógica. É o caso das lógicas não-clássicas. Especialmente a lógica intuicionista e a lógica fuzzy foram elaboradas para se aproximarem da linguagem natural, e por isso mesmo são mais complexas que a lógica de primeira ordem.

Mesmo não sendo possível, na comunicação cotidiana, substituir a linguagem natural pela linguagem lógica, a compreensão da última fortalecerá o domínio da primeira. Quem estudou lógica será capaz de perceber alguns padrões onde é possível aplicar o rigor matemático, em fragmentos da linguagem. Não será frequente aplicarmos a lógica na linguagem natural para tirarmos conclusões logicamente corretas, de caráter incontestável, como, na concepção aristotélica da lógica formal, mas poderá nos prevenir de tirar conclusões erradas, conforme disse Bertrand Russel, no seguinte texto extraído:

“A lógica era, antigamente, a arte de tirar conclusões; agora, tornou-se a arte de abster-se de deduções, pois parece que as conclusões a que somos inclinados a chegar com naturalidade quase nunca são válidas. Concluo, portanto, que a lógica dever ser ministrada nas escolas com o propósito de ensinarem as pessoas a não raciocinar. Porque, se raciocinarem, certamente o farão de forma equivocada.”

 

Texto extraído e adaptado do livro:
Fajardo, R. "Lógica Matemática"
Download.
Anúncios
Padrão
ComoEstudar

Como criar hábito de estudos?

Encare estudar como uma responsabilidade!

Aristóteles já diria que “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, portanto, não é um modo de agir, mas um hábito”. Quando nos referimos a fazer coisas repetidamente,  estamos nos referindo a uma rotina.  Então, o melhor começo é criarmos uma rotina. Quando você acorda o que costuma fazer? Maioria costuma comer café da manhã, escovar os dentes, ir trabalhar.  Por que não podemos substituir o ir trabalhar com estudar? Se no momento que você encarar o estudo como uma responsabilidade diária sua, já estará perto de criar este hábito.

A criação de um hábito é uma luta diária!

O problema para maioria não está em começar algo, mas prosseguir. Maioria paga a primeira mensalidade de uma academia, mas procure as que mantém-se diariamente nela, tendo sua rotina de exercícios, fixado nos seus objetivos. O estudo não difere-se nisso, está na verdade conectado, pois ambos demandam energia, tempo e motivação. São atividades onde o indivíduo tem que estar ativamente conectado ao que faz.

Por demandar energia, estudar acaba não sendo uma atividade simples, pois o que demanda é nosso intelecto!

Por demandar tempo, estudar acaba não sendo uma atividade que pode ser adiada, ainda mais para quem tem objetivos como passar numa prova de vestibular ou concurso, nossa vida é limitada pelo tempo!

Por demandar motivação, estudar acaba não sendo uma  atividade para pessoas pouco convictas, motivação é quando nós queremos algo que nos valha a pena nos sacrificar por aquilo, pois a recompensa é bem maior!

Se fosse simples e fácil qualquer um faria

A melhor forma de se provar um ponto é com dados. Logo abaixo, temos a relação da nota média, mínima e máxima da prova do Enem 2016.

A média é o que podemos traduzir como medíocres, pois o significado de medíocre está em ser médio. Pense bem, o medíocre é o cara que estudou por estudar, nem ao menos ligou tanto, não tem nota para nada, ainda mais agora que não poderá ser usada como certificado do ensino médio. (falarei sobre as alterações da prova do Enem quando for lançado o edital 2017).

Logo após, temos a nota mínima, ela ao meu ver são de pessoas que forma forçadas a estarem lá por alguma razão e apenas saíram chutando a prova toda, ou deixaram zerada e entregaram em branco.

Enfim, temos a mais relevante, a nota máxima. Dentro de simples números podemos ter uma tradução sincera e simples de trabalho duro, uma pessoa que aplicou-se integralmente numa atividade contínua. Para essa pessoa não bastava estar na média, não basta ser comum, não basta ser apenas um OK, como você verá no final deste artigo.

Ciências humanas e suas tecnologias
Média: 536
Mínima: 317,4
Máxima: 859,1
1.804 zeraram a prova

Linguagens e códigos e suas tecnologias
Média: 523,1
Mínima: 287,5
Máxima: 846,4
3.862 zeraram a prova

Matemática e suas tecnologias
Média: 493,95
Mínima: 309,7
Máxima: 991,5
5.734 zeraram a prova

Ciências da natureza e suas tecnologias
Média: 482,3
Mínima: 316,5
Máxima: 871,3
3.109 zeraram a prova

Aluna da rede pública é aprovada em 1º no curso mais concorrido da USP

De família pobre, Bruna dedicou quase todos os seus dias no ano passado para se preparar para essa disputa: pela manhã, ela cursou o terceiro ano do ensino médio na Escola Estadual Alberto Santos Dumont, localizada no Sumarezinho, bairro de classe média de Ribeirão Preto. Durante a tarde, estudava sozinha. À noite, frequentava diariamente o cursinho popular PET-Medicina, iniciativa dos estudantes de medicina da USP na cidade, que dão aulas voluntariamente a estudantes de baixa renda.

Fonte: G1 

 

Padrão
ComoEstudar

5 fatos que mudarão seu desempenho em matemática!

1. Não há atalho nos estudos.

A atitude mais comum que encontramos no comportamento do ser humano é a procura de algo que o agrade de forma fácil e rápida. São vendidos livros de auto-ajuda  aos montes com seus títulos engrandecedores, com promessas de emagrecimento rápido e fácil, com promessas de riqueza fácil. Porém, quando nos deparamos com a realidade, ela nos mostra uma história diferente. Enriquecer necessita de grande esforço para ter boa remuneração, aportar mensalmente uma quantia de dinheiro suficiente, e assim todo mês ter algo investido sejam em títulos, ações, imóveis e etc. Emagrecer necessita de grande esforço diário para ir à academia, fazer musculação, aeróbico, alimentação adequada, suplementação e assim por  diante.

Estudar acaba sendo nem um pouco diferente, para a maioria parece um comentário muito óbvio, porém ao entrar num cursinho pré-vestibular, basta ver as tentativas variadas de procurar macetes para se solucionar uma prova, utilizar alguma técnica infalível que não seja aprendizado puro e compreensão de como se resolvem os problemas de matemática.

2. Matemática não é decoreba.

Quantas vezes você já passou na escola tentando decorar todas aquelas regras e fórmulas? Neste meio tempo que perde-se a parte essencial da matemática que é a demonstração. Não digo que é obrigatório todo mundo saber como se demonstra um Teorema, porém ao meu ver quando uma pessoa que é capaz de demonstrar ou entender as demonstrações de todo processo lógico que se passou para chegar a um resultado, significa que ela está participando de uma parte fundamental para quem estuda matemática que é a parte do raciocínio.

3. Falhar é natural, desistir não.

Está tentando resolver algum problema e não sabe nem como iniciar o raciocínio? Preso em exercícios de sete cabeças que só olhar te dá medo? Na hora da prova te deu aquele branco e foi incapaz de resolver aquele exercício que valia metade da prova? Nesse ponto 90% das pessoas já se frustram e preferem proferir o seguinte comentário: “Eu não me dou bem com matemática” ou “Matemática é uma matéria impossível.” e assim como  várias variações semânticas deste sentido. Logo após, o que resta à todos que fazem esse comentário é a desistência. Como se matemática fosse uma matéria destinada para poucos.

O que essa pessoa não notou é que todos que estiveram empenhados nesse mesmo estudo que ela, já passaram também por isso, todos em graus diferentes, alguns errando mais que os outros, mas que todos compreenderam que na matemática, a falha é uma parte fundamental do aprendizado. Se você não é Gauss, entenda que você não saberá tudo, nem resolverá tudo de imediato, errar não é aprender, mas é errando que se aprende.

4. Resolver problemas é a melhor forma de aprendizado na matemática.

A fórmula é simples, tentar resolver um problema, faz com que você exercite sua capacidade de raciocínio e interpretação de texto.

Então, se temos um problema (x), sua capacidade de raciocínio (y),  sua bagagem teórica de matemática (w),  sua capacidade de interpretar um texto (z) e seu esforço intelectual (e), então temos:

Aprendizado= x+y+w+z+e

5. O que é difícil agora, se tornará fácil no futuro.

No processo do aprendizado, você se impressionará que com tempo e esforço as coisas que lhe pareciam extremamente difíceis acabam se tornando tão simples e triviais. E é nessa parte que há o prazer na matemática, de você ter trilhado todo um caminho, combatido todas formas de dificuldades, pro final estar numa situação elevada. E quando encara mais acima, vê que há muito caminho a se explorar.

Padrão
ComoEstudar

Já ouviu falar do WolframAlpha?

No processo de aprendizado sempre estamos suscetíveis a erros de contas. Isso é comum, agora pouco tive um problema no qual percebi erros nos gabaritos que escrevi. Qual a saída que fiz? Recorri ao WolframAlpha.

De acordo com a Wikipédia:

Wolfram Alpha (também escrito como WolframAlpha ou Wolfram Alpha) é um mecanismo de conhecimento computacional[2](computational knowledge engine, em inglês) desenvolvido pela Wolfram Research. É um serviço on-line que responde às perguntas diretamente, mediante o processamento da resposta extraída de base de dados estruturados, em lugar de proporcionar uma lista dos documentos ou páginas web que poderiam conter a resposta, tal como faziam[3] os mecanismos de busca.

Ou seja, ele é capaz de responder à variadas perguntas, principalmente questões matemáticas.  Ele é capaz de:

  • Resolver operações aritméticas de inteiros e fracionários
  • Plotar gráficos
  • Resolver equações 
  • Resolver sistemas de equações
  • Resolver derivadas
  • Resolver integrais

Portanto, têm dúvidas se suas contas estão corretas? Recorra ao WolframAlpha!

Quer saber se sua conta com fração está correta? Vá no WolframAlpha e digite as operações que ele te dará:

wolfram1

Quer ver o gráfico de uma função que você desconhece? Vá no WolframAlpha!

wolfram2

Você pode utilizar essa ferramenta para as mais variadas coisas que vão além da matemática:

wolfram3

E assim por diante, agora é sua vez de explorar e ver quais serventias essa ferramenta pode lhe dar.

Acesse: www.wolframalpha.com

 

Padrão
ComoEstudar

Se preparando para vestibulares em 3 passos.

1. Conheça a prova!

A melhor forma de conhecer a prova é LENDO O EDITAL, o edital é como um manual de tudo que ocorrerá e cairá na prova. Então, por favor, antes mesmo de por a mão num livro, pegue o edital da prova (caso ainda não tenha lançado o edital do ano da prova que você fará, pegue o do ano anterior, pois costumam ser semelhantes). Não seja como esses estranhos que vão para prova do Enem com a caneta que não pode ser usada na prova,  tiram foto da prova e são eliminados,  nem ao menos sabem ao certo o horário de entrada e saída da prova,  estudam tópicos que não cairão na prova. Portanto, leia a porra do edital.

2. Mudanças de rotina e Planejamento!

Após aquele estudo minucioso do edital da prova, você já sabe tudo que terá que estudar (todos os tópicos), pois você sendo um vestibulando esperto, utilizou o Excel para separar os tópicos de cada matéria e verificou quantos tópicos cada matéria tem, então já está preparado para mudar sua vida durante este ano.

Assim, você terá um planejamento, uma rotina a ser seguida, ou seja, montará seu horário de estudos.

Logo entram as seguintes questões:

  • Você fará cursinho?
  • Quais matérias sente mais dificuldade?
  • Quanto tempo disponível você tem para estudar?

A cada resposta varia seu horário de estudo, por isso não há regra de como será distribuída as matérias. Pois dependem dos fatores: dificuldade que têm da matéria, número de tópicos a serem estudados e a complexidade dos tópicos a serem estudados.

Por exemplo: Estudar História, em minha opinião pessoal sempre foi fácil, então eu destinava pouca carga horária de estudo para ela, tinha mais dificuldades em química e biologia, logo direcionava boas horas ao estudo dessas matérias. Porém, minha base matemática na época era ruim (acredite se quiser), então devia achar horas extras para matemática.

Com esse exemplo, parece que fazer um horário é uma tarefa impossível,  porém basta você ter uma coisa em mente, conheça a si mesmo, saiba suas horas livres, quais matérias são difíceis para você e assim vá organizando seu horário, tenha no Excel a separação de todos tópicos de cada matéria e assim você terá um horário de estudos condizente com sua realidade e um planejamento concreto e simples.

3.  Tenha um material de estudos consistente!

Se você faz cursinho, possivelmente terá disponível para ti as apostilas do cursinho, dependendo do cursinho variará a qualidade de tal material. Mas se você é uma pessoa com pouca renda e tem acesso à internet, poderá tirar bons proveitos do youtube, pdf’s e etc (obviamente do meu site!). E sobre material de matemática eu já disponibilizei e discuti no artigo:

Como estudar matemática?

Sobre as outras matérias, ainda estou para lançar todo um artigo dos melhores livros (disponibilizados em PDF), os melhores canais no youtube e os melhores sites para se estudar cada matéria.

Padrão
ComoEstudar

Os 3 aplicativos de produtividade para 2017

Olá, 2017!

Olá autodidatas, 2016 está acabando, o sentimento de virada do ano vem guiado com aquela sensação de que tudo pode mudar.

Você se sente senhor de si e capaz de tudo, cria metas e pensa na mudança, quer ser mais produtivo, quer passar no vestibular, no seu concurso público, se dar bem nas notas da faculdade, conseguir um bom emprego, ou seja, quer que o ano que está por vir seja mais produtivo.  Neste sentido, nada mais justo do que falarmos de aplicativos que nos dê praticidade ou organização nas várias situações que podemos ter no nosso cotidiano.

Agenda do estudante:

agenda1

É o aplicativo que utilizo desde o início da graduação. Por gosto pessoal, considero-o o melhor para organizar meus horários de aulas, registrar as notas das matérias e organizar os eventos acadêmicos. Tendo uma interface limpa e bem amigável, possibilita termos um certo planejamento nos estudos (no que se refere à horários), bem útil para todo universitário que quer não desperdiçar tempo e não se esquecer dos dias de prova.

agenda2 Como pode ver acima, você registra o nome da matéria, a abreviação dela e o nome do professor (opcional). Ainda dá para optar pela coloração que a matéria ficará, sempre para fins organizacionais.

 agenda3

Única dificuldade que eu senti na hora de colocar a grade de horário é ter que fazer cada horário em si, por exemplo: repare que na imagem há 3 horários para AN1 (Análise 1), neste aplicativo só tem essa dificuldade de ter que criar os 3 horários e não 1 onde eu posso selecionar os dias diferentes. Com esta exceção não senti nenhuma dificuldade em me organizar no aplicativo.

agenda5

A diversidade de eventos e a contextualização para os estudos faz com que tudo fique mais prático para você não se esquecer de nada.

agenda4 E por fim, o gerenciamento de suas notas. É mais útil para quem é estudante universitário ou de ensino médio. Porém, aos vestibulandos poderão utilizar esta  seção para medir uma auto-avaliação de desempenho ou até medir a sua nota em certos simulados. (que por certa ocasião estou preparando para vocês).

Download pela GooglePlay: aqui.

GoodTime

goodtime1

Tens dificuldades em ser disciplinado nos estudos? Não consegue estudar algo numa grande escala de tempo? Talvez o melhor método que eu conheço é a Técnica de Pomodoro.  Para mais informações sobre esta técnica acesse aqui.

goodtime2

Este aplicativo é um timer baseado na técnica de pomodoro, nele pode-se personalizar as pausas, a duração de tempo do estudo e assim por diante. É super recomendável para você que começou a estudar agora e não consegue ter o hábito ou que necessita de um gerenciamento mais prático deste hábito.

Download pela GooglePlay: aqui.

Loop – Acompanhador de Hábitos

loop1

Começou a ter planos, quer começar a correr para emagrecer e quer fazer atividades cotidianas que não tinha costume? Isto que o Loop te dá, a possibilidade você sempre ter registrado os dias que fez tal atividade dos dias que não fez, criar hábitos que não tem ainda.

loop2

A criação do hábito é simples e direta. Digite o nome da atividade, faça um lembrete sobre a atividade, quanto em quanto tempo quer que se repita tal atividade e quando quer que o aplicativo te lembre.

Download pela GooglePlay: aqui.

Então é isso,  espero que tirem proveito desses aplicativos e que comecem 2017 com grande planos e mudanças.

Feliz 2017!

Padrão
ComoEstudar

Dicas para manter boas notas na graduação.

Olá pessoas, me chamo Mauro e sou Graduando em Matemática na UERJ. Este post é para qualquer pessoa que acabou de entrar num curso na área de exatas ou que está se fodendo bonito para manter-se na graduação sem reprovar. E que procura o mínimo para não ser um idiota na graduação. 

Quem sou eu?

Academicamente falando, comecei minha graduação em 2014.2 e sou uma pessoa que ainda não reprovou uma matéria, onde no máximo tive que cancelar uma por motivos de força maior (coisas de universidade pública), porém nada que vá atrasar minha formação (tirando uma greve de 6 meses que fode qualquer um). Se está curioso, aqui estão minhas notas até então:

notas

Então vem a pergunta: como estou mantendo essa situação acadêmica? Simples, estudandoAquela mesma coisa que você fez no vestibular.

Mas não tão simples assim…

É meio idiota eu soltar esta simples palavra, pois para maioria das pessoas não entra na cabeça delas o que é estudar, então aqui vai algumas dicas de como se estuda na graduação:

  1. Estudar é fazer as listas que o professor lança na xerox.
  2. Estudar é pegar livros de referência da matéria na biblioteca para resolver.
  3. Estudar é saber anteriormente com que tipo de professor você está lidando.
  4. Estudar é antes de tudo, ter planejamento na graduação.
  5. Estudar é não acumular matérias.
  6. Estudar é não acumular matérias! (É sério, não acumule matérias)

A dica 4 é para pessoas que trabalham e não tem tempo direito na vida para muita coisa. Se você não tem planejamento terá acúmulo de matéria para estudar em cima da prova, então não seja um idiota reserve uma hora do seu dia para resolver as listas de exercícios ou livros de referência. 

Não conseguiu fazer a lista? Tem dúvidas?

Sempre nas listas de exercício ou em livros terão aquele exercício capirotesco que sem dúvidas o professor botará na prova e que você precisa entender como resolvê-lo. Para isso existem monitores, onde a maioria é pago para isso, todo instituto tem seus monitores de cada matéria.

Começou cálculo 1 e não está conseguindo entender como resolver a lista? Procure os monitores de cálculo 1.

Não tem monitores na sua universidade?

Depois de muito milênios de pornografia e clickjogos, a internet agora dispõe de muitas coisas produtivas, chamado fórum de dúvidas e melhor de tudo são de graça!

Acesse os fóruns de dúvidas:

Tutor Brasil: http://www.tutorbrasil.com.br/forum/

Fórum PIR2: http://pir2.forumeiros.com/

Ajuda Matemática: http://www.ajudamatematica.com/

Quer saber mais?

Bem eu já publiquei um post mais abrangente sobre e que está logo abaixo:

Como estudar matemática?

Então é isso pessoal, espero não ter sido um babaca, presunçoso e pau no cu, mas apenas um cara que te jogou uma realidade tão óbvia que qualquer um enxerga ou talvez que nem todos veem.

 

Padrão